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Novas comunidades da Bahia se reúnem pela primeira vez

A Arquidiocese de Salvador tem 14 novas comunidades, que se reúnem bimensalmente e realizam formações três vezes ao ano. Somadas àquelas existentes nas demais cidades baianas, são 22. Neste fim de semana, 19 do total de novas comunidades da Bahia participaram de um encontro pioneiro, realizado no campus da Federação da Universidade Católica do Salvador, sob o tema “O Espírito do Senhor consagrou-me pela unção”.
“Queremos escutar as diferentes realidades e perceber o que podemos dar um para o outro”, disse a coordenadora do Conselho das Novas Comunidades (CNC), Meire Conceição da Guia. Inspirados predominantemente na espiritualidade da renovação carismática, os grupos seguem carismas específicos.

A Comunidade Fraterna Gruta do Rosário da Virgem Santíssima, de Feira de Santana, tem como missão “libertar os cativos”, nas palavras de Maristela Rodrigues, conhecida por Théo entre os participantes da comunidade. “Difundimos o rosário e em nível arquidiocesano, vamos trabalhar na pastoral carcerária, atuando junto aos presidiários e suas famílias, com visitas e orações”, explica. Para ela, o encontro representa uma comunicação importante. “Aqui, Deus fala conosco renovando o nosso chamado, então, é como um tônico que nos renova como vocacionados missionários”, diz.

De Brumado, no centro-sul baiano, veio a Comunidade de Adoradores e Resgate da Paz, que, inspirada no Evangelho de João 4, 4-28, vive a vocação em todas as partes da sociedade, para que através da “contemplação eucarística e o anúncio da Palavra promova o resgate dos filhos e filhas de Deus”, conforme esclarece o material oficial de divulgação da CARP. Jorge Alberto Meira apresenta entusiasmo com o primeiro Encontro das Novas Comunidades. “É um avanço muito grande para a comunhão e uma troca e experiências entre os diversos carismas”, opina.

Encontro
O fim de semana foi pautado em momentos de oração, pregação, louvor, Adoração ao Santíssimo Sacramento, missas e momentos de integração. Na manhã de domingo, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Gilson Andrade da Silva, que em sua homilia trouxe uma reflexão sobre o que fazer para alcançar a vida eterna, com base na liturgia do 28º domingo do tempo comum. “O mais importante não é tanto fazer, mas receber a Palavra de Deus”, disse.

O bispo frisou que “é sempre incômodo seguir a Palavra do Senhor”, destacando o fato de que a Igreja tem vivido o apelo de estar em saída, em missão. “Haverá tantas comunidades novas quanto missões e cada missão deve ser realizada até o fim”, afirmou. De acordo com Dom Gilson, “cada carisma é um dom do Espírito Santo para a edificação da Igreja e Deus quer que a partir desse carisma a comunidade sirva. As novas comunidades são uma graça de Deus no nosso tempo, alicerçadas nas bases da comunhão, missão e formação”, resumiu.

História
As bases para o surgimento do CNC surgiram em 2006, quando havia reuniões sem o caráter de conselho, oficializado a partir da necessidade de estar mais próximas e promover apoio mútuo na formação. “Alguns irmãos do interior se interessaram em participar da Escola de Formação Gamaliel, por isso veio a demanda de abarcar outras comunidades do estado da Bahia”, explica Meire Conceição da Guia. Para ela, o desafio comum é fazer a diferença no mundo. “É viver no mundo como esse sinal de Deus através da nossa consagração não sendo do mundo, porque os apelos são muito fortes e essa é uma luta contínua: viver essa experiência com Jesus nesse contexto”, explica. Transformar o conselho arquidiocesano em estadual é uma possibilidade que o encontro oferece, como forma de fortalecer esse desafio.

Fonte: Arquidiocese de Salvador

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Dom Walmor

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