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Leigos de Alagoinhas participam de Congresso Regional do Laicato em Ilheús

Uma caravana de 15 leigos de Alagoinhas participou no último final de semana (21 a 23), do 1º Congresso Regional do Laicato, em Ilhéus. De acordo com o presidente do Conselho Diocesano de Leigos, Sérgio Augusto, o congresso foi um momento de enriquecimento e reafirmação dos leigos do Regional Nordeste 3 da CNBB. “Foram três dias muito ricos, onde refletimos o tema Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo. Reafirmamos o nosso papel de cristão enquanto sujeito eclesial, com o desenvolvimento da consciência de pertencimento ao povo de Deus, que é comum a todo batizado”, lembra. Estiveram presentes cristãos leigos/as de várias dioceses do Regional NE3. Também esteve presente o Bispo Referencial do Regional para o Laicato Dom Mauro Montagnoli , que é bispo de Ilhéus. Ao final do Congresso foi aprovada a Carta Aberta à Igreja e Sociedade.

Confira a carta: 

Ilhéus (BA), 23 de novembro de 2014

De acordo com os ensinamentos do Concílio Vaticano II, a Igreja é a comunhão de todos os fiéis, que desempenham as suas respectivas missões na hierarquia e no laicato. Todos formam o povo de Deus em caminhada. Formam a Igreja em saída, como proclama o Papa Francisco, na Exortação “Evangelii Gaudium”.

Discutindo a conjuntura da Igreja e da sociedade brasileira, os congressistas propugnaram por uma sociedade na qual se estabeleça o objetivo constitucional da construção de uma “sociedade livre, justa e solidária”, a partir da reforma política tão almejada e tão relegada, por enquanto, a segundo plano pelas forças que dominam o cenário político brasileiro. O estado democrático de direito não é um estado de poucos, mas de todos.
Analisando a situação da Igreja, defendem que os leigos e as leigas tenham consciência do seu ministério laical, dos seus direitos e dos seus deveres, como dispõe a Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, e, ainda, na conformidade do que estabelece o Código de Direito Canônico.
Buscando a unidade na diversidade, os leigos e as leigas devem exercer o seu múnus laical, sob o prisma da cultura do encontro e em plena colaboração com a hierarquia, sempre lutando pela afirmação de sua autonomia, no que lhes compete, e pelo mútuo entendimento com os seus pastores.

Enfatizam a importância do cristão enquanto sujeito eclesial, com o desenvolvimento da consciência de pertencimento ao povo de Deus, que é comum a todo batizado, assumindo o seu papel como Igreja na sociedade e comprometido com a transformação dessa mesma sociedade, para que exclusões e discriminações sejam combatidas e vencidas. Os cristãos leigos e leigas são a presença da Igreja, principalmente onde o ministro ordenado ainda tem dificuldades para chegar, e que são de vários tipos, nas realidades sociais mais adversas.
Por fim, defendem uma Igreja comprometida com as necessidades espirituais e sociais do povo, sob o prisma da Palavra, da Tradição Apostólica, do Magistério e da Doutrina Social da Igreja, e, ainda, sob a ação do Espírito Santo, que sopra sobre a Igreja para que ela cumpra a missão que Jesus Cristo lhe confiou. Todos juntos. Todos por todos em nome do Deus Altíssimo. Escrita na data em que se celebra o Dia do Leigo, na Festa de Cristo Rei.

PALAVRA DO BISPO

Dom Walmor