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Igreja celebra 100 anos do Movimento Apostólico de Schoenstatt

A expressão de alegria nos olhos dos devotos de Nossa Senhora não escondia a importância do momento. Centenas de fiéis compareceram ao Santuário da Mãe Rainha, neste sábado (18), no bairro do Stiep, para celebrar o centenário da Aliança de Amor. “Vem pessoas de todos os lugares para visitar o Santuário de Mãe Rainha. Temos uma obra maravilhosa que é essa devoção, esse amor à Maria, e estamos celebrando esse 18 de outubro, como um dia de gratidão”, relata Irmã Maria Alice ao falar sobre o Movimento.

Como tudo começou
Irmã Miriam Rozana, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, conta que tudo começou durante a 1ª guerra mundial, em Schoenstatt, cidade da Alemanha, quando o Padre José Kentenich e um grupo de jovens, ávidos por liberdade, no dia 18 de outubro de 1914, selaram uma aliança de amor com Nossa Senhora.

“O padre pensou ‘Eu não posso transformar essa juventude, mas se eles aprenderem a amar Maria através de mim, ela vai ajudar na sua transformação. Ela será essa mãe educadora da juventude’. Assim, o movimento surgiu de uma maneira tão simples e é uma obra tão grande que ficamos cheios de graça”, completa a irmã.

Mãe admirável em Salvador
As irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC), foram as primeiras a receber a imagem em Salvador. Assim que a receberam, em 1988, ensinaram aos alunos do Colégio São José, a amar Maria e a seguir seus ensinamentos de mãe. “Cada dia a imagem ficava em uma sala. As professoras preparavam uma mesinha com flores e colocavam Mãe Rainha em frente aos alunos. As crianças eram a coisa mais linda, ajoelhadinhas elas rezavam. Depois elas começaram a levar a Mãe Rainha pra casa e as famílias também recebiam a graça de ter a companhia de Nossa senhora”, conta Irmã Conceição, que recebeu Mãe Rainha pela primeira vez em Salvador.

Devoção e fé
“É muito importante pra mim estar aqui hoje. Minha devoção vem da minha mãe. Hoje ela está em casa com uma doença degenerativa e eu vim representá-la. Representar a sua fé. Estou começando a devoção agora, ainda não conheço muita coisa, mas sinto a presença de Maria, e sei que isso só pode ser fé”, descreve a devota Ana Lucia Barbosa, pela primeira vez acompanhando a festa.
Após a transmissão da missa no telão, ao vivo de Schoenstatt, o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo, presidiu uma a missa solene, realizada na área externa do santuário. Com informações de Arquidiocese de Salvador.